segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Depois de um testemunho surgiu-me a inspiração

Eu sou um bruxo. É verdade. Um bruxo. Chamem o bruxo, me de bruxo - falaram uma vez. Não há motivos em me chamar quando não posso voar. Voarei por cima dos sonhos alheios. Voarei por cima da ruiva, do ruivo, do francês, do não francês. Pegarei o metrô em paris. Mas isto é um sonho. Paris, e a Torre Eiffel e um idiota de camisa verde colocando moedas num telescópio fazem parte de um sonho. É bruxaria. Queimem os bruxos! É bruxaria.

Fazer planos(correr, fugir).

síndrome do pânico [muita gente].

Momentos em euforia[pouca gente].

Além
disso.

Há carência. Carentes, em filas, exterminados sistemáticamente de forma industrial. Na verdade. Os exterminados são os exterminadores, licença poética a parte. À parte. Por que aos fascistas nem água! Nem água! Exterminadores são exterminados. Exterminam-se. Matam parte de si. Matam-se inteiros. Matam a parte humana da humanidade; e isto dolorosamente não é redundante. Hiroshima e alguns dias depois, e serão nestes dias que teremos esta prova, provarão, redundarão neologismos, e teorias em pseuo-poemas.

Con
Cre
Ta
Men
TE

Mente! Mente!

Mente poema! Tu mente! Usted! Mentes!

Menta. Menta planta-se. Ouviu? Planta-se.

Planta-se como sonhos, sementes oníricas, que percorrem cervejas sem álcool. Faltam poucos dias para acabar o tal ano velho.

Faltam poucos dias, poucas horas que parecem eternidades.

Esta terça não importa. estarei num lugar espiritual.

Pois é tudo meio de esquerda, meio farsante.

Um comentário:

Vanessa de Mello Brito disse...

"Planta-se como sonhos, sementes oníricas, que percorrem cervejas sem álcool. Faltam poucos dias para acabar o tal ano velho."


E começar um ano novo, que tende a ser pior e mais sofrido.

Antes eu tinha esperança, agora espero ela voltar.