domingo, 10 de agosto de 2008

Ode a modernidade tardia

Alumínio! Silício! Cimento!
Velocidade, Ônibus, metrô, um alento!

Perfídia no centro da cidade.
Paralelepípedo, música alta.
Estoura os tímpanos! Fluoexetina, chacina, casebre.

Gente junta. Gente jovem. Gemidos reunidos.
Gestão da pobreza nos postes. Época de eleição.
Ereção, falsa ereção, remédio, poluição, indústria.

Comeu esquartejada, matou a frase e foi no cinema.
Com uma faca de açougueiro. No enterro.

No enterro das certezas, das categorias, construídas.

Todas unidas!

Levaram embora, levaram embora o silício, o alento, o aumento...

Tornaram modernos, modernos tardiamente, novos, e incorrosíveis, e desprezíveis ventos.

Um comentário:

raphael m. disse...

Gostei, parece ter uma leve pitada de Dadá.