assim que eu entrei na minha rua começou a chover
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E choveu muito.
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sexta-feira, 14 de novembro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Comentários fortuitos
Ultimamente ando odiando boa parte do que escrevo.
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sábado, 13 de setembro de 2008
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Meu imbróglio com a internet
Em breve estou de mudança daqui. Explico todo imbróglio antes que me chamem de mal agradecido.
Desde a fundação do blog, em 2003(lembram do falecido www.1936.blogger.com.br?), eu utilizava o serviço do blogger. Não tinha muito o que reclamar. O blogger.com.br funcionava, e era uma novidade o mundo dos blogs, pelo menos para mim, mas acredito que foi mais ou menos nessa época que os blogs começaram a emplacar. E tinha muitos serviços ruins... muitos mesmos... uns webloggers da vida que eram uma merda.
Não muito satisfeito com a estagnação do blogger.com.br eu migrei para o tal blogspot(esse aqui) em 2006 que na real era um blogger mais aperfeiçoado(a ponto de até o endereço ser parecido, apenas sem o .br do blogger) e com uns recursos mais legais, como a possibilidade de colocar vídeos sem dar xabu, e também era mais fácil de colocar templates. Aliás trocar de template no blogger.com.br era um verdadeiro rolo e sem saber html você estava literalmente fudido! Era como tentar ler Genealogia da Moral com referência da revista CARAS.
Nunca reclamei desse sisteminha do blogspot, mas é fato que os caras se acomodaram; a tecnologia não evoluiu. Deve ser uma tendência da internet, as empresas(no caso a globo.com, filhote venenosa da toda-poderosa platinada) investem nessas tecnologias, a coisa esfria, eles perdem propaganda e vêem que há outras tendências e ao invés de melhorar o bagulho, largam de mão até que os usuários desistam.
Eu tentei até ser fiel, nunca traí o blogspot com um multiply da vida, muito bacana na teoria, mas na real achei chato, com muita informação que eu não precisava e era meio a "la orkut", se eu tenho o orkut pra que vou querer um outro site merda de relacionamento?
Myspace então eu sempre achei feio. Eram cores e sons demais e convenhamos, myspace é coisa de gente teen, de adolescente que compra CAPRICHO na banca pra fazer testes do tipo "meu namorado me trai com oito pessoas?".
Mais então eu descobri o wordpress. Não dei nada pelo bichano, achei até que era mais um portal de blog qualquer, mas fuçando daqui, fuçando dali, descobri que o bicho é bom, MUITO bom. Primeiro que ele não é um mero blog, ele TAMBÉM é blog, mas te possibilita de criar links, páginas, jogar vídeos, fotos, de uma maneira muito, mas muito fácil e customizável. E como meu blog cresceu, eu quero organizar melhor os arquivos... pois deve haver vida inteligente fora das tags e dos marcadores... pois há!
A interface é bem amigável, de tão amigável chega a ofender o usuário... Só falta escrever o conteúdo pra você ou te chamar de senil... e você não precisa sacar porra nenhuma de html. Ele é bem editável, explica tudo bem tranquilamente... E tem uns recursos fodas... Você não precisa recorrer a nenhuma instância externa(é como ter um secretário particular para resolver burocracias pessoais).
Elogiei demais esta merda, parece até que estou fazendo propaganda. No fundo no fundo, é mais uma empresa disputando nossa atenção e ganhando dinheiro com propaganda. É ou não é assustador que as empresas de tecnologia da informação mesmo virtualmente tenham um poder econômico bizarro? Pois é, google que diga...
Crônica tosca, mas enfim, daqui a pouco migro meus pseudocontos para o wordpress. E para sacramentar minha decisão o blogger me diz que não foi possível entrar em contato com o blogger.com.br e eu tenho que esperar os 386's da globo.com voltarem do ar para que eu possa publicar esse texto ruim.
Desde a fundação do blog, em 2003(lembram do falecido www.1936.blogger.com.br?), eu utilizava o serviço do blogger. Não tinha muito o que reclamar. O blogger.com.br funcionava, e era uma novidade o mundo dos blogs, pelo menos para mim, mas acredito que foi mais ou menos nessa época que os blogs começaram a emplacar. E tinha muitos serviços ruins... muitos mesmos... uns webloggers da vida que eram uma merda.
Não muito satisfeito com a estagnação do blogger.com.br eu migrei para o tal blogspot(esse aqui) em 2006 que na real era um blogger mais aperfeiçoado(a ponto de até o endereço ser parecido, apenas sem o .br do blogger) e com uns recursos mais legais, como a possibilidade de colocar vídeos sem dar xabu, e também era mais fácil de colocar templates. Aliás trocar de template no blogger.com.br era um verdadeiro rolo e sem saber html você estava literalmente fudido! Era como tentar ler Genealogia da Moral com referência da revista CARAS.
Nunca reclamei desse sisteminha do blogspot, mas é fato que os caras se acomodaram; a tecnologia não evoluiu. Deve ser uma tendência da internet, as empresas(no caso a globo.com, filhote venenosa da toda-poderosa platinada) investem nessas tecnologias, a coisa esfria, eles perdem propaganda e vêem que há outras tendências e ao invés de melhorar o bagulho, largam de mão até que os usuários desistam.
Eu tentei até ser fiel, nunca traí o blogspot com um multiply da vida, muito bacana na teoria, mas na real achei chato, com muita informação que eu não precisava e era meio a "la orkut", se eu tenho o orkut pra que vou querer um outro site merda de relacionamento?
Myspace então eu sempre achei feio. Eram cores e sons demais e convenhamos, myspace é coisa de gente teen, de adolescente que compra CAPRICHO na banca pra fazer testes do tipo "meu namorado me trai com oito pessoas?".
Mais então eu descobri o wordpress. Não dei nada pelo bichano, achei até que era mais um portal de blog qualquer, mas fuçando daqui, fuçando dali, descobri que o bicho é bom, MUITO bom. Primeiro que ele não é um mero blog, ele TAMBÉM é blog, mas te possibilita de criar links, páginas, jogar vídeos, fotos, de uma maneira muito, mas muito fácil e customizável. E como meu blog cresceu, eu quero organizar melhor os arquivos... pois deve haver vida inteligente fora das tags e dos marcadores... pois há!
A interface é bem amigável, de tão amigável chega a ofender o usuário... Só falta escrever o conteúdo pra você ou te chamar de senil... e você não precisa sacar porra nenhuma de html. Ele é bem editável, explica tudo bem tranquilamente... E tem uns recursos fodas... Você não precisa recorrer a nenhuma instância externa(é como ter um secretário particular para resolver burocracias pessoais).
Elogiei demais esta merda, parece até que estou fazendo propaganda. No fundo no fundo, é mais uma empresa disputando nossa atenção e ganhando dinheiro com propaganda. É ou não é assustador que as empresas de tecnologia da informação mesmo virtualmente tenham um poder econômico bizarro? Pois é, google que diga...
Crônica tosca, mas enfim, daqui a pouco migro meus pseudocontos para o wordpress. E para sacramentar minha decisão o blogger me diz que não foi possível entrar em contato com o blogger.com.br e eu tenho que esperar os 386's da globo.com voltarem do ar para que eu possa publicar esse texto ruim.
domingo, 27 de julho de 2008
domingo, 29 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Paciência
Às vezes acontece
Olha-se para o tudo e não se enxerga nada
Às vezes é outro alguém que vê
Melhor que você
Por que seus olhos estão perdidos...
Perdidos num caminho
Que você achava correto
E aí, tudo parece absurdo
O que antes era confiante, coerente
Vira de ponta a cabeça
E você já não sabe mais o que fazer
Ou para onde correr
Nestas horas é preciso saber esperar
Mesmo diante do olho do furacão.
Nestas horas...
É o destino que deve dar o próximo lance
Olha-se para o tudo e não se enxerga nada
Às vezes é outro alguém que vê
Melhor que você
Por que seus olhos estão perdidos...
Perdidos num caminho
Que você achava correto
E aí, tudo parece absurdo
O que antes era confiante, coerente
Vira de ponta a cabeça
E você já não sabe mais o que fazer
Ou para onde correr
Nestas horas é preciso saber esperar
Mesmo diante do olho do furacão.
Nestas horas...
É o destino que deve dar o próximo lance
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sexta-feira, 13 de junho de 2008
Supersticioso
T'esconjuru pé-de-pato mangalô três vezes! [na madeira]
(pode ler agora, querido leitor)
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V
(pode ler agora, querido leitor)
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sexta-feira 13
Uma rotina siberiana
Quando acordo, sinto falta de algo. Mensurávelmente pobre e ridículo.
Um abraço, um afago, um beijo de despertar, que jamais surge, mesmo com o cotidiano tocando às seis horas da manhã.
Quando eu durmo, não sinto falta de nada, além de mim mesmo. Há um travesseiro na cama, um lençol velho; uma preguiça de pensar sobre si mesmo, e três ou quatro cervejas vazias sobre a mesa, em dias de moderação, em dias de pretérita moderação.
Quando eu não durmo e não acordo, sinto falta de algo. Que não sei bem mais o que é. Uma foto, uma presença, uma lembrança...
Eu não apelo ao afago, ao abraço, às cervejas, e nem mesmo rezo ao cotidiano...
Por que são todas provas ridículas de fugirem de algo que só encontrarei, em mim mesmo.
Um abraço, um afago, um beijo de despertar, que jamais surge, mesmo com o cotidiano tocando às seis horas da manhã.
Quando eu durmo, não sinto falta de nada, além de mim mesmo. Há um travesseiro na cama, um lençol velho; uma preguiça de pensar sobre si mesmo, e três ou quatro cervejas vazias sobre a mesa, em dias de moderação, em dias de pretérita moderação.
Quando eu não durmo e não acordo, sinto falta de algo. Que não sei bem mais o que é. Uma foto, uma presença, uma lembrança...
Eu não apelo ao afago, ao abraço, às cervejas, e nem mesmo rezo ao cotidiano...
Por que são todas provas ridículas de fugirem de algo que só encontrarei, em mim mesmo.
sábado, 7 de junho de 2008
Concretismo que falhou
Uma nota de cinco pratas na mesa.
Um barulho no som, no ouvido.
Água no estômago.
Pouco rancor.
Andarilho.
Cerveja.
Som.
Foi.
Foi...
Então...
Um barulho no som, no ouvido.
Água no estômago.
Pouco rancor.
Andarilho.
Cerveja.
Som.
Foi.
Foi...
Então...
terça-feira, 13 de maio de 2008
quarta-feira, 30 de abril de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
Projeto para este mês
Reunir todos os contos; compilar tudo. Corrigir e cortar gordura. Tentar escolher os menos piores.
Vai dar trabalho...
Vai dar trabalho...
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Inoportunas notícias
Semanas corridas. Atividades demasiadamente cansativas.
Há um conto velho sendo parido, com cheiro de novo... aguardem...
Há um conto velho sendo parido, com cheiro de novo... aguardem...
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sem importância,
sobre efeito moderado de cerveja
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Baixa temporada
Baixa temporada é uma merda.
Escrever ansioso é uma merda. Uma bosta. As pernas inquietas, os cigarros que se acumulam no cinzeiro, as batidas secas irritantes na mesa de mogno, tentando pescar um pouco de inspiração.
Mas não, nada acontece, nada. E ele se volta novamente a tela do computador, quando está puto, pega uma velha máquina de escrever e brinca de adeus a contemporaneidade. Tudo em vão.
Falso.
O ambiente plástico da firma, do bairro, do banco, não deixa a enganar; é pós-modernidade sim, cínica, é verdade, e relutante em aceitar que o velho mundo, da escravidão, da pobreza, está presente; mas convenhamos, ela dissimula bem, muito bem.
Estava, continuava, inquieto. Levantava da cadeira, fumava, jogava ela pro alto, andava em círculos, se coçava... Ia beber água. Cadê a maldita cerveja? Quente, no congelador, aguardando talvez a inspiração chegar.
Resolveu abrir os armários, tentar achar, algum escrito velho, não para continuar o texto, não imediatamente, mas tentar resgatar do limbo, uma porção do inconsciente. Até uma dor de cabeça era mais criativa do aquele arremedo de escritor.
Pincelava palavras, apagava-as, brincava com as letras, dançava nas frases e perdia-se nos pontos. Foi abrir a janela, um pouco de ar faria bem; modificaria aquela atmosfera viciada do seu quarto. A madrugada corria, o ventilador de teto incansável, a escrivaninha combalida, a luminária torta, acesa, e ele então resolvera inundar se de recordações, que era o que mais gostava de fazer nessas noites nostálgicas.
Olhou lá pra baixo, a rua vazia, silenciosa, os paralelepípedos mudos, nem um só latido, nem um só suspiro sonoro, tudo na mais tranquila paz, que o herege do apartamento do segundo andar quebrava, mesmo sem atrapalhar ninguém.
Se sua mente flutuasse pelo quarto, subisse e olhasse para a rua, não veria muitos insoníacos, talvez algum cinéfilo descamisado, mas se flutuasse mais, e subisse para contemplar o bairro, encontraria alguns sonâmbulos, deprimidos despertos, alcoólatras, talvez ouviria o som de orgasmos, cerca de quatorze, não necessáriamente nesta mesma ordem. Ao abstrair mais, chegaria a uma cidade, conjunção de bairros tortos, meandros, favelas, morros, precipitações, becos sem ligação, barricadas de tijolos aglomerados, ouviria cheiro de morte, de destruição de lares, e encontraria também opulência, conforto, encontraria uma fila de apartamentos bem iluminados, tão silenciosos quanto sua rua, porteiros educados, luminárias francesas ou belgas, importadas, quadros, comida boa na mesa, patê, patê de algo defumado horroroso em seu processo de produção, mas éticamente viável dentro de uma estrutura de fios vermelhos, azuis, rosas, amarelos, marrons, que se encontravam naquele circuito vivo de cidade,
Com seus próprios mecanismos queimava circuitos específicos, apagava transistores nas ruas, eliminava bits, bytes, o bailé profano e serial do 0 e 1 seguia por entre as avenidas, ruas, viadutos, ligações cinzas-concreto, que jogavam de um lado ao outro mendigos, catadores, meninos que viviam nas ruas, desempregados, marginais de farda, marginais sem farda, e carrascos executores dos bips, das alavancas, dos processos eletrônicos-sociais.
Em algum lugar alguém semeava, plantava um pedaço de vida, em meio ao silício, mas eram bits soltos, inertes, que poderiam ser eliminados pelo algoritmo do sistema principal, dos chips bem organizados. Quando uma infestação de ferrugem corroía o silício, era hora de trocar placas-mães inteiras, de apagar e cortar na própria engrenagem e mesmo assim, manter os videomakers "com vídeos da escrava isaura, vídeos da escrava isaura", regorzijarem-se com os mecanismos da urbe-elétrica-urbe.
Escrever ansioso é uma merda. Uma bosta. As pernas inquietas, os cigarros que se acumulam no cinzeiro, as batidas secas irritantes na mesa de mogno, tentando pescar um pouco de inspiração.
Mas não, nada acontece, nada. E ele se volta novamente a tela do computador, quando está puto, pega uma velha máquina de escrever e brinca de adeus a contemporaneidade. Tudo em vão.
Falso.
O ambiente plástico da firma, do bairro, do banco, não deixa a enganar; é pós-modernidade sim, cínica, é verdade, e relutante em aceitar que o velho mundo, da escravidão, da pobreza, está presente; mas convenhamos, ela dissimula bem, muito bem.
Estava, continuava, inquieto. Levantava da cadeira, fumava, jogava ela pro alto, andava em círculos, se coçava... Ia beber água. Cadê a maldita cerveja? Quente, no congelador, aguardando talvez a inspiração chegar.
Resolveu abrir os armários, tentar achar, algum escrito velho, não para continuar o texto, não imediatamente, mas tentar resgatar do limbo, uma porção do inconsciente. Até uma dor de cabeça era mais criativa do aquele arremedo de escritor.
Pincelava palavras, apagava-as, brincava com as letras, dançava nas frases e perdia-se nos pontos. Foi abrir a janela, um pouco de ar faria bem; modificaria aquela atmosfera viciada do seu quarto. A madrugada corria, o ventilador de teto incansável, a escrivaninha combalida, a luminária torta, acesa, e ele então resolvera inundar se de recordações, que era o que mais gostava de fazer nessas noites nostálgicas.
Olhou lá pra baixo, a rua vazia, silenciosa, os paralelepípedos mudos, nem um só latido, nem um só suspiro sonoro, tudo na mais tranquila paz, que o herege do apartamento do segundo andar quebrava, mesmo sem atrapalhar ninguém.
Se sua mente flutuasse pelo quarto, subisse e olhasse para a rua, não veria muitos insoníacos, talvez algum cinéfilo descamisado, mas se flutuasse mais, e subisse para contemplar o bairro, encontraria alguns sonâmbulos, deprimidos despertos, alcoólatras, talvez ouviria o som de orgasmos, cerca de quatorze, não necessáriamente nesta mesma ordem. Ao abstrair mais, chegaria a uma cidade, conjunção de bairros tortos, meandros, favelas, morros, precipitações, becos sem ligação, barricadas de tijolos aglomerados, ouviria cheiro de morte, de destruição de lares, e encontraria também opulência, conforto, encontraria uma fila de apartamentos bem iluminados, tão silenciosos quanto sua rua, porteiros educados, luminárias francesas ou belgas, importadas, quadros, comida boa na mesa, patê, patê de algo defumado horroroso em seu processo de produção, mas éticamente viável dentro de uma estrutura de fios vermelhos, azuis, rosas, amarelos, marrons, que se encontravam naquele circuito vivo de cidade,
Com seus próprios mecanismos queimava circuitos específicos, apagava transistores nas ruas, eliminava bits, bytes, o bailé profano e serial do 0 e 1 seguia por entre as avenidas, ruas, viadutos, ligações cinzas-concreto, que jogavam de um lado ao outro mendigos, catadores, meninos que viviam nas ruas, desempregados, marginais de farda, marginais sem farda, e carrascos executores dos bips, das alavancas, dos processos eletrônicos-sociais.
Em algum lugar alguém semeava, plantava um pedaço de vida, em meio ao silício, mas eram bits soltos, inertes, que poderiam ser eliminados pelo algoritmo do sistema principal, dos chips bem organizados. Quando uma infestação de ferrugem corroía o silício, era hora de trocar placas-mães inteiras, de apagar e cortar na própria engrenagem e mesmo assim, manter os videomakers "com vídeos da escrava isaura, vídeos da escrava isaura", regorzijarem-se com os mecanismos da urbe-elétrica-urbe.
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Pausa para descanso

Aproveite o recesso de fim de ano...
E quem disse que eu consigo... O tédio mata... Prefiro o tédio coletivo ou o tédio com paixão. Mas como tédio coletivo é cada vez mais raro nesses tempos onde precisamos agendar por msn com os vizinhos uma simples visita e o tédio com paixão, este sim, é mais raro ainda, andei sublimando tudo, agitando algumas coisas políticamente(citar a palavra"políticamente" torna metade do texto chato e a outra metade desinteressante).
Tentei pensar no próximo ano, mas não dá. Só se pensa caminhando, eu aqui parado mal consigo pensar. Sonhar eu consigo, sonho bastante, demoro a tomar atitudes, prefiro ficar no zero a zero, sem complicar as coisas... mas as pessoas gostam de coisas/pessoas complicadas.
Então, boa sorte. Prefiro não entrar/aprofundar nesse assunto, só quero ficar aqui, sentado neste banco, deixando as idéias fluírem, por que a solidão pode até ser algo ruim para uma sociedade que caracteriza a si mesmo como barulho/neon/luzes coloridas, mas foi na solidão que eu consegui realmente encontrar a porta do meu inconsciente. Não é uma boa viagem, mas é melhor do que nunca ter viajado... muito melhor... Eu não fiz nada de muito interessante entre segunda-feira e sexta-feira. Um espaço grande, mas eu fui obrigado a parar. E parar requer auto-controle quando se está acelerado.
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Sobre o desafio
Realmente não consegui completar o desafio de escrever 21 contos / poesias, até o dia 21 de dezembro. Mas convenhamos que eu me esforcei, aliás fiquei uns 3 ou 4 dias sem internet, e eu só funciono bem quando escrevo on-line na maioria das vezes. Apesar disso, extendo o desafio até o dia 31, afinal esta fase produtiva é realmente motivadora.
sábado, 1 de dezembro de 2007
Crise de Produtividade / Desafio de Dezembro / Mêcanica da introspecção
A idéia surgiu há exatos 30 segundos. Tentarei escrever 21 contos/crônicas/micro-contos no mês de dezembro.
Crise de produtividade.
Até a data do meu aniversário, serão 21 contos(valem micro-contos) escritos. Contando a partir do dia 1º de Dezembro. Inauguro com o Poliedro Infinito que os srs. podem saborear logo abaixo.
Talvez eu me arrependa, e apague este arremedo de promessa.
Crise de produtividade.
Até a data do meu aniversário, serão 21 contos(valem micro-contos) escritos. Contando a partir do dia 1º de Dezembro. Inauguro com o Poliedro Infinito que os srs. podem saborear logo abaixo.
Talvez eu me arrependa, e apague este arremedo de promessa.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
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