domingo, 11 de janeiro de 2009

Amávamo-nos.

Ruiva.

Ruiva, ruiva... Ruiva.

Eu lhe abracei, e aí nos beijamos quando o relógio fez aquele ruído, e quando bem, e quando bem, algo errado, algo errado, exremamente bom, aconteceu.

Você se distraiu. Eu fixei meus olhos. E seus olhos, verdes, tão bonitos, encontraram minha angústia no infinito. O infinito que cabia em nossas esperanças.

E quando nos beijamos pela primeira vez, quando nos amamos sem toque. Quando relaxamos nossas defesas, foi aí ruiva, que algo aconteceu.

E aí, você; ou talvez tenha sido eu... Nos encontramos. E foi lindo ruiva, foi lindo.

Algo desenvolveu-se. Pouca verdade.

Acabei preso, por que o alçapão era você.

E eu, tão frágil, e eu tão pouco verdade, e sem relaxar, encontrei a esperança que cabia exatamente nas nossas angústias. Minhas asas, e seu vôo de anjo, sobrevoando as nuvens, as que cabiam nos nossos sonhos, estas sim, que nos elevava às sinceras atmosferas; e aí voávamos, sem anjos, mas com muitas esperanças.

Eu voei ruiva. Eu voei por sobre tudo. Eu abandonei o concreto, o tijolo.

Eu era um anjo ruiva.

Eu perdi. Apesar de não ser um jogo.

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