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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Cartolina velha

Perdi o tesão de escrever aqui. Quero ares novos.

Toda viagem me confunde, todo ar rotineiro me embrulha o estômago.

Nunca pedi muita coisa a deus, matei-o semana passada.

Nunca falei alto, só quando precisavam.

Agilizei uma ou duas aplicações de morfina; nunca me prenderam por isto, faço gosto, deixo solto, apesar do pesar.

Faço origamis de cartolina, faço corações de papel, não me sinto privilegiado.

Confundi o ar rotineiro de deus. Embrulhei o estômago de papel e privilegiei os ares novos.

Escrevi solto, precisei alto, me confundi.

Queros ares novos.

sábado, 29 de março de 2008

Supernova

[ Publicado originalmente na puta que pariu, este conto foi a primeira aparição da ruiva. Estou republicando-o no original de 2004 ou antes disto(chutei a data) e é sem dúvida nenhuma um dos meus preferidos. Além disso, além disso é o caralho, a questão, é que, este conto FOI O PROPULSOR DE TUDO O QUE ESTÁ ESCRITO AQUI. FOI ELE QUE ME INCENTIVOU A ESCREVER. NOTE, A IMPORTÂNCIA.]

Esperando telefonemas que não chegariam.

Lembrando de poemas que eu nunca recitaria.Foi então que eu olhei para mim e analisei minha antipatia exterior.

Eu gosto de filosofia marginal eu disse...

E daí?! ela respondeu.

Depois do terceiro copo de vinho eu subi as escadas do salão de sinuca, ela me seguiu. Segurei com uma das mãos o copo descartável com vinho barato e com a outra me apoiei em uma das mesas vazias. Ela olhou em meus olhos e disse que eu era um verdadeiro porra-louca. Olhei para o chão nesse momento, tomei coragem, a fitei durante alguns segundos e engoli o restante da bebida sem ao menos respirar.

Deixei o copo vazio cair sobre o carpete verde, da mesa de sinuca e soltei uma frase escrota do Nietschze: o que não nos mata nos torna mais fortes, afirmei. Ela riu. Um sorriso irônico, forçado, uma atriz, era o que ela era. Colocou uma das mãos sobre o rosto, apertou em sinal de tédio ou cansaço e apontou para um conjunto de bolas que estavam jogadas aleatóriamente pela mesa: Você sabe o que é isso? É um jogo. A vida é uma porra de um jogo. Mesmo você com toda a sua ideologia pretensamente esclarecida, deve admitir que não pode vencer todas. Que você pode se dar bem e se ferrar a qualquer momento. Mas mesmo que perca ou ganhe você deve dar a sua melhor tacada. Só que você com todo esse sentimentozinho escroto de individualidade retorcida só consegue soltar esses espasmozinhos filosóficos baratos para tentar me conquistar.

Eu mantive-me firme. As lágrimas atreveram-se a brotar no canto dos meus olhos, mas consegui segurá-las com uma olhadela rápida à única janela de alumínio do lugar. Vi pessoas se divertindo, vi homenszinhos vestidos de preto, mulheres fantasiadas para matar, para morrer, enfim, toda aquela baboseira de rebeldia sem confronto, sem dor, sem "causa". Mas eu tenho um motivo; enraiveci-me.

Seus motivos não são seus objetivos, eles são apenas motivos. Paradigmas. Você é um desgraçado de um paradigma. você odeia os paradigmas. Mas você é um deles cara. Você é um deles e não afirma isso sem meia dúzia de palavrões "teorizados" ela disse.

Dobrei os punhos, me apoiei sobre a mesa, peguei a garrafa com violência e comecei a beber.

(ela continuou) Você continua preso aos seus estereótipos, a sua filosofiazinha idiota, a sua vontade inepta de continuar buscando, buscando e buscando a perfeição em forma de versos, textos e desafios emocionais!

Eu somente bebia. Virei a garrafa com vigor.

Você ainda é um filho da puta especial porque continua a assumir esses rótulos escrotos sacou?

Você continua a afastar as pessoas porque não conseguiu se aproximar delas de forma mais sincera!

Você busca padrões em tudo o que procura! Você não quer ou nunca quis originalidade, você quer seguidores, encostos, muletas emocionais para sua personalidade fértil! Um estampido.

Arremessei a garrafa em uma das paredes. Olhei para aqueles olhos azuis (os meus já em lágrimas) soluçando e gritei: Você não pode me entender!! Você nunca pôde e nunca vai poder! Porque você nunca me conheceu o suficiente para ter noção da dor que eu sinto. Da vergonha que eu tenho em nunca parecer sincero, em nunca agradar o suficiente ou mostrar para o mundo o que eu sinto. Eu...eu... tentei tocar músicas, fazer músicas, para ser compreendido, eu..eu... escrevi textos, mas eu
falhei, merda, eu falhei. Ela afastou-se. Deu dois passos para trás. Ajeitou aqueles lindos cabelos vermelhos, deus, só eu sei o quanto eram lindos, para trás das orelhas e começou a chorar também: Eu estou disposta a te ajudar. Eu estou disposta a compartilhar dessa alegria de viver e dessa dor contigo, mas eu não posso ficar a mercê da sua instabilidade, do seu temperamento inconstante entendeu?

Fiquei mudo, ajoelhei e chorei mais ainda.Eu posso ficar do seu lado ela falou. Mas eu não quero...
Eu não quero ver você assim. Você vai ter que reagir. Eu nunca vou lhe cobrar um amor eterno porque sei que você me amará do jeito que eu sou. Mas eu não posso ver você assim! Ela ajoelhou-se em prantos.

Foi então que nos beijamos ao som de um bonito solo de sax de um velho e decadente músico que tocava solitáriamente na esquina mais próxima. Eu estava feliz por tudo o que ela tinha me dito. Foi aí que tudo começou: eu acordei. Sozinho... Mas acordei feliz.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Disputas Interiores: Durden ou Poulain?


Olhando para tudo o que aconteceu, tinha quase certeza de que o caminho, sim, pois era seu sem dúvida, era um caminho pra lá de interessante. A maneira com que recriava a vida ao seu redor, era em suma, parte de um processo global, isto é verdade, e acreditava e confiava nas redes que o envolviam, e tudo, tudo, dizia lembrando daquela terça-feira mágica, era parte daquela trilha, daquela estrada, deste caminho, ríspido, suave, intenso, jocoso, brilhante.

Poderia encher o copo da vida uma ou duas vezes, antes de experimentar a dor, e o que era a alegria sem a dor, o que era a paixão sem o ódio, o que era o dualismo sem o relativismo, o que era ele próprio sem si mesmo!!! Confiar no sagrado era o início de um processo curto de esperança. Era um feixe de respiração otimista.

Fazendo um balanço sincero e motivado de seus/meus próprios costumes lembrava demasiadamente das músicas tristes, das cartas sinceras, das lágrimas despejadas sob o copo de cerveja preta, que ele, sim, ele tanto adorava. Era um romântico incurável, e românticos incuráveis, necessitam de mais tempo, nenhum tempo é tão escasso, quanto o tempo dos românticos incuráveis. Ele sabia, e demonstrava a cada gesto, que era uma junção de simplicidade explorada demasiadamente pelo destino a ponto de exaurir seu próprio otimismo; e no entanto conseguia a cada respiração, ser visitado pela morte sete vezes, assim como os budistas; e que deus os tenha.

Mas lhe faltava maldade. Não se referia ao mal convencional dos filmes hollywoodianos ou das igrejas de final de semana; faltava-lhe, e podia perceber a cada evento, uma percepção mais nítida, e a este ponto preferia a palavra parceria como o oposto do que ele era e negava.

Era claro e necessário, que ele deveria fortalecer aquele lado escuro, que tanto deixara-se ofuscar por sua parte mais criativa e dera a uma ampla gama de jogadoras, a oportunidade de deliciarem-se com modelos paranóides produzidos sob situações de tensão; ou diria melhor, bonequinhos perfeitos, imagens projetadas no espírito do tempo a partir de espasmos pré-românticos, mas veja bem, e preste atenção neste período, neste momento, tão particular e talvez inovador... espasmos pré-românticos são como comportamentos clichês às sete da manhã.

"Passe-me a manteiga por favor! (me passa a porra da manteiga!!!)."

O espírito do tempo não estava com ele desta vez(nunca esteve). Adaptaria-se?

Adorava utilizar opostos para explicitar a si próprio; água x fogo, yin x yang, sombra x luz e como a modernidade lhe impunha novas e sensacionalistas abordagens, Anatole resolvera escolher a dicotomia durden x poulain, que era um produto de filmes baratos que resolvera rever para explicar a si mesmo e aos leitores(dois ou três - num dia de sorte) o que era dicotômico em sua, em nossa, personalidade. (se você chegou até aqui parabéns! força! continue!)

Oposições que se completavam, mas que neste momento digladiavam-se em torno de uma resposta. Ele vai ter de escolher - diziam nos corredores do inconsciente.

Conseguiria trazer sua sombra?, sim ela dizia faminta - você consegue meu jovem, enquanto jovem; conseguirá empurrar mais para o fundo esta velha, sim, pois anime-se os anos 90 já acabaram junto com suas camisas de flanela, esta velha-idosa Poulain, espírito ultrapassado e prestes a reanimar o velho Durden, este arquétipo raivoso, esta parte de si que calava todas as vezes em que se confrontava com a doçura de uma parte de si que predominara durante todo o jogo; deixe ele tomar as rédeas da situação, deixe o velho durden dominar.

É claro que isso tinha um custo. Ele sabia, e dialogava muito oportunamente com os dois, com meio cigarro na boca, e um copo de cerveja preta, olhando para o horizonte(e seu horizonte era bem limitado por cinco ou seis prédios - isto dependia da quantidade de vodka) que tal tarefa não era tão fácil como poderia aparentar.

Sabia exatamente, que um estava em posição mais vantajosa do que os demais; Vasilli não admitia a princípio, mas as queimaduras de cigarro de quatro ou cinco anos arriscavam palpites de quem ganharia naquele momento o jogo, e isto era suficientemente claro para demonstrar que era hora de cultivar um caos dentro de si, não uma estrela brilhante, mas uma super-nova que talvez conseguiria gerir algo novo... de uma vez por todas.

Matar Poulain, enterrar Durden, talvez seja o caminho.... Ele não sabia exatamente...

Talvez devesse seguir o fluxo, parece fácil quando não se escreve por compulsão. Nada constava como editável, aproveitável; o lixo literário estava aí. O excesso de cerveja preta denunciava que seria mais durden do que poulain e não, ele não aceitava conselhos, por que esta mudança era temporária como toda mudança (normalmente) é. Decerto a maioria inspirava-se e acostumara-se a conviver mais com Vassili em sua fase "Poulain", fazia sentido, já que o espírito do tempo abortava milhares, milhões de Amélies Poulains sistemáticamente...

E a gente costuma projetar no outro o que a gente quer ser. E assim fica fácil pedir para Vasilli ser mais Poulain. Quando o que ele quer. É ser mais sombra, é ser mais durden.

[sorriso da ruiva no canto da sala - cigarro na boca, fumaça no ar, ele dormindo, ela acordada, vestindo preto, sofá sujo, gato preto na casa, lixo no quarto.]

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Agenda de Sonhos

Sonhei que estava numa mesa, com representantes de diversos países do mundo. O mundo estava num colapso global. Cada vez que algum representante de algum país falava eu procurava na minha carteira uma nota de dinheiro do respectivo país. Logo depois, eu sonhei que estava no metrô de são paulo, e era o último metrô. Os assentos eram laranjas e eu não sabia muito bem onde descer. Na descida eu conversava com um menino negro, de pés descalços, com roupas esfarrapadas e que ganhava a vida com pequenos furtos, ele conversou comigo durante algum tempo, assaltou um pedestre que passava, e eu convencia o pedestre de que aquilo era inevitável.

Depois eu sonhei que atravessava uma avenida bem larga, estava tudo muito escuro. Eu entrava por um portão, num lugar muito esquisito, entrei numa espécie de templo, casebre de madeira, onde lá dentro um sábio, guru oriental falava para uma pequena platéia. A decoração e o ambiente eram bem soturnos.

Após isto, sonhei que estava no meio desta grande guerra. Eu estava situado no alto de um prédio todo destruído. Eu ia descendo pela escadas, e encontrava um rifle para me defender. Eu me agarrava no beiral(numa atitude extremamente corajosa), descia para o outro andar, até que resolvi entrar no prédio, ao invés de ficar na parte externa.

Lá, eu descia e esbarrava com alguns soldados, e fugia destes. Com o rifle nas mãos eu descia até o térreo do prédio(ou subsolo - não sei bem). Onde estava se desenrolando uma luta entre dois exércitos inimigos. Eu atirava nos dois de longe, derrubava alguns, mas não eram própriamente humanos, eram como máquinas, bonecos. Eu fugia do prédio e bem, acho que foi isso.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Depois de um testemunho surgiu-me a inspiração

Eu sou um bruxo. É verdade. Um bruxo. Chamem o bruxo, me de bruxo - falaram uma vez. Não há motivos em me chamar quando não posso voar. Voarei por cima dos sonhos alheios. Voarei por cima da ruiva, do ruivo, do francês, do não francês. Pegarei o metrô em paris. Mas isto é um sonho. Paris, e a Torre Eiffel e um idiota de camisa verde colocando moedas num telescópio fazem parte de um sonho. É bruxaria. Queimem os bruxos! É bruxaria.

Fazer planos(correr, fugir).

síndrome do pânico [muita gente].

Momentos em euforia[pouca gente].

Além
disso.

Há carência. Carentes, em filas, exterminados sistemáticamente de forma industrial. Na verdade. Os exterminados são os exterminadores, licença poética a parte. À parte. Por que aos fascistas nem água! Nem água! Exterminadores são exterminados. Exterminam-se. Matam parte de si. Matam-se inteiros. Matam a parte humana da humanidade; e isto dolorosamente não é redundante. Hiroshima e alguns dias depois, e serão nestes dias que teremos esta prova, provarão, redundarão neologismos, e teorias em pseuo-poemas.

Con
Cre
Ta
Men
TE

Mente! Mente!

Mente poema! Tu mente! Usted! Mentes!

Menta. Menta planta-se. Ouviu? Planta-se.

Planta-se como sonhos, sementes oníricas, que percorrem cervejas sem álcool. Faltam poucos dias para acabar o tal ano velho.

Faltam poucos dias, poucas horas que parecem eternidades.

Esta terça não importa. estarei num lugar espiritual.

Pois é tudo meio de esquerda, meio farsante.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Das pequenas vinganças


Está chovendo, eu encontro a garota oriental na esquina, e ela me leva até a casa dela, aquele bairro vazio, que exala cheiro de chuva dos paralelepípedos e repleto de casas pequenas, de casas antigas. As velhas vilas operárias, com seus portões curtos, atarracados, com sobras de ladrilhos decorando calçadas. O silêncio é total, e só se quebra com os respingos batendo nas telhas de amianto da rua.

O bairro é um bairro fantasma, eu entro na casa e percebo a cilada. Será que a garota armou pra mim?

Do quintal eu vejo um pqueno grupo do outro lado do rio, um rio não, um valão fundo, imprensado por grandes paredes de concreto e com a água lamacenta da chuva alterando seu cheiro e sua cor.

Sob uma árvore eles já me esperavam.

Pode ter sido coincidência, talvez ela não tenha armado uma pra mim. De qualquer forma agora já era. Eu reconheço o líder do grupo, é um sujeito desprezível, não é o mais forte dentre eles, mas definitivamente é o que sabe bater melhor. Tem um sujeito grande que também me amedronta, mas esses tipos idiotas caem no primeiro minuto de briga.

Eu não fujo, ela percebe a tensão e eu procuro uma arma branca para me defender, nos fundos da casa. A garota sabe que não há volta, ela iniciou o bailé, agora terá de assistir o espetáculo até o fim. O grandão como esperado, é o primeiro a se atrever ao embate, azar o dele, meu pedaço de cano de 30mm já está o aguardando com fome de justiça. Ele parte meio desajeitado, eu me lembro do Tao do Jet Kun Do, seja duro com o suave e suave com o duro, a mesa vira um obstáculo para o brutamontes, ele demora muito a pensar e eu o derrubo com uma sequência curta que não me faz nem começar a soar. Ele cai no valão, é o seu destino. Eles passam um por vez, o segundo não tem as mesmas chances, me acerta sem vontade e depois de uma joelhada nada elegante, resolve ir se esgueirar em direção ao canto do tanque de cimento da casa. O soco na face esquerda é quase como uma sequência de frustrações acumuladas que eu irrompo com energia.

O atrevido chega mais rápido do que pensei, este sabe bater. E durante vinte ou trinta segundos, o enfrentamento é equilibrado. A garota se afasta, e eu sei que a hora de acabar com aquilo é agora. Um chute que me dói algumas costelas mal dado; pois bem, é o preço da vitória, é o aceno dele sonhar com os peixes, boa viagem, mão esquerda firme, mão direita como alavanca, perna esquerda calçada e um apenas leve inclinar de forças corporais, o leva aonde eu queria: vai pro fundo do rio seu animal. Não há tempo pra saborear a vitória, isto não é um filme oriental. A única oriental já se encontra fora da casa e eu tenho de alcançá-la. Ela está com um guarda chuva.

Eu não sabia de nada ela diz. Fingirei que acredito, apesar de ver sinceridade na cor de seus olhos. Eu me despeço, e digo pra ela esperar em outro lugar. Os idiotas vão voltar.

Ela diz que nunca gostou mesmo daquela vila. Conservadora demais.

Eu falo que tenho que passar no apartamento. Tem gente me esperando lá.

A garota acena com a mão esquerda enquanto a chuva desce pelo bueiro semi-entupido. Não há muita troca de expressões, não há muito o que dizer, apenas que minhas costelas dóem e eu tenho de chegar ao apartamento para recuperar minha bolsa.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Das vezes em que se meteu com cerveja preta

- Anatole...

- Diga, Vasilli.

- Deixarei meu cabelo crescer...

- E o que tem isso de importância? O que tem, isto de importância perante esta lua. Esta lua linda.

- Nada porra. Reflete apenas falta de compromisso Nato.

- Com o quê Vasilli?

- Com a vida Anatole. Com a porra da vida!

(chega de travessões)

Olha pra praia soltou o russo. Olha pro céu, pro horizonte, e pra lua. Ah! Pra lua você já olhou. Seu cínico! Olhaste pra lua antes de me convencer de alguma coisa. Golpe baixo Nato.

Golpe muito baixo,(expulsou Vasilli) antes de tragar a longneck, ou grande-nariz perante uma tradução chula que insistia em manter; na verdade nunca tinha pensado no longo nariz... longo nariz....

Nato, em algum lugar do inferno há Eric Clapton e Velvet Underground tocando...

Tem o Buckley Vasilli. Deixa de ser anti-intelectual. Tem a porra do Buckley. Tem o Ian Curtis, tem o pop do Cobain tentando convencer a quadrilha de seatle a escutar o Thom Yorke... Tem tudo Vasili. É a igreja do diabo. Escutaremos os anos 90 como se fosse woodstock Vasilli, seremos os mártires do fodase, seremos os provos, a bicicleta branca, a contra-cultura renovada.

Deixaremos de ser os irmão do meio.

É verdade Nato, resmungou Vasilli antes de virar meia long-neck, meio nariz, longo nariz, completo nariz de cerveja; sujo de espuma.

E cerveja preta, pensou Vasilli, cadê a porra da cerveja preta??

Está caída, pensou Nato, pensou também Anatole. Mas não se comunicaram. Não conscientemente. Mas estava lá. O diálogo existia inconscientemente, mas nunca saberiam. A ciência nunca saberia.

Subjetivismos não fazem parte do ocidente, nem da ciência, nem de vagões de metrô ou jogos de futebol.

- Nato, ontem tive sonhos realmente impressionantes.

- Entrava num bunker. Escadas. Lembro-me do cartão. Das pessoas correndo. Lembro-me da bicicleta no pântano, de combates pseudo-medievais, lembro me do céu nato, do céu, virando noite muito rápido(as expressões corporais de Vasilli segundo Anatole pareciam muito, muito infantis), me lembro de me esconder atrás de muros de pedras, muros de pedras frágeis, frágeis como minhas repetições, frágeis como o meu eu Vasilli(e bateu no peito como king kong, o que tornou a cena mais patética do que já era).

- E como você se sentiu(Vasilli aprendera pseudo-psicologia no Discovery Channel)?

- Bem gringo. Até escutei aquela bossinha que você me passou.

- Tá. Tá Vasilli(Anatole começara a ficar realmente bêbado).

- Nato...

- Diga Vasilli vazio....

- Deixarei meu cabelo crescer.

- Fútil... Futilidade (em tom de desdenho).

- Em tom de desdenho Vasilli. Deshhhdenho...

- Tá bem. Chama a ruiva, grita ela, que eu não tô em condições. Grita ela Nato, grita ela que nós vamos juntos pra casa.

Acabara o álcool de Anatole. Precisava resgatar Vasilli. Precisava. Ele está no fundo.... Não há mais chance. Ele chegou ao fundo. É hora de resgatá-lo. Há imagens demasiadas.

O russo enlouqueceu, particularmente.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Do Esquecimento temporário/definitivo da Ruiva

Por um período que eu posso chamar de confortável, no sentido que me fez produzir muito mais do que o eventual, você me deixou. Deixou de forma a conceber espaço para outras idéias mais importantes; falando de coisas práticas.

Eu ainda era obrigado a te lembrar, por que todos os malditos cortes de cabelo semelhantes traziam sua presença, mesmo que eu não te convidasse. A camisa que eu usava me remetia a algum comentário elogioso teu, sobre a estampa; e eu também lhe conseguia enxergar imaginando as situações onde você estaria, o que você acharia de determinados fatos, de determinadas situações ou opiniões coletivas. Também surgia com expressões que pipocavam aleatóriamente na minha cabeça. Eram nuvens fugazes, mas de uma textura tão viva, que sinceramente valorizei o tempo como o único remédio efetivo para males como este.

E às vezes eu até lhe incorporava, o que me deixava cada vez mais certo que os gêneros opostos que vivem em todos nós, se manifestam de forma mais violenta quando se enxergam em corpos alheios. Nunca tentei tornar poético o trivial. Você encheu minha vida de trivial e eu agradeci inicialmente, perguntando com meu atual aspecto de surpresa, se não seriam necessárias mais algumas tragédias antes de me enebriar totalmente com teu perfume tão saboroso.

Mas não foram. Minha grande tragédia foi lhe conhecer, como uma tragédia grega onde nada se perde de verdade, onde um mundo se descortina, oracular como sempre deve ser.

Sensações a parte, acho que todo este caminho está estruturado de forma teleológica a me reinventar de forma infinita. Este é o destino.

Diante da impossibilidade de trazer a tona este inconsciente meramente poético que me circunda, deixo as impossibilidades práticas ganharem mais força. Não sei por que me lembrei de Zaratrusta. Devo ter mudado o eixo da discussão propositadamente.

Talvez me sinta culpado por te perder. (é claro que não me sinto ora bolas)

Em cartas antigas eu tinha de explicar que você é fruto da minha imaginação. Já perdi completamente esta capacidade. Esvaiu-se com o estilo poético que outrora você fortuitamente(e só e é claro na minha imaginação) apreciava.


quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Mais sonhos... mais contos...

Provávelmente do dia 11 para o dia 12 de setembro.

Minha atividade consciente de escrever contos está praticamente interrompida atualmente. No entanto inconscientemente estou mais ativo do que nunca. E muito surpreso com tudo isto diga-se de passagem.


Sonhei que começava a flutuar, de maneira brusca, ia subindo, perdendo o controle do meu corpo e começava a voar em alta velocidade. Ia tentando ajeitar meu corpo para controlar a velocidade e o destino. Tentei subir para não cair no chão em alta velocidade. Fui subindo muito rápido, atravessei as nuvens e a cidade, o bairro ficara muito menor. E depois sumira. Fiquei com medo de subir demasiadamente ou de ser acertado por um avião e tentei descer, já conseguindo controlar melhor o corpo. Comecei a aproveitar melhor a viagem. Pensei, estou voando! Que legal!

Até que descortinadas as nuvens eu me deparo com a visão de uma estupenda e imensa cidade. Um palácio gigantesco, algo que eu nunca vi tão grande, com torres altas, se não me engano vermelhas, vejo uma grande escultura de águia com detalhes perfeitos nesta parte central da cidade, que foi a única que visualizei, e a partir disto meu corpo começa a como ser puxado lentamente até o solo. E eu desço, como se a isto fosse impelido.

Tudo na cidade é estupendo, grande, um excesso arquitetônico de formas e prédios. Vejo um templo. Eu entro. A águia está lá dentro, eu deito em cima dela, como se abraçasse. Há pessoas dentro do templo, elas jogam capoeira. Há uma pequena movimentação. E eu resolvo participar da dança. Sem pensar exatamente como voltaria. Como sairia de lá. Jogo capoeira com os cidadãos de lá e depois... acordo.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Contos do Inconsciente

Estes dois sonhos me impressionaram. Perderei semanas tentando interpretá-los. Mas sinto que se conseguir fazê-lo as coisas daqui para frente ficarão bem claras. O mais impressionante, é que na segunda de manhã, assisti um filme na aula de socilogia que fala sobre uma menina vivendo na ditadura do Talibã, que se disfarça de menino durante algum tempo. De certa forma há sincronia com o segundo sonho e eu fiquei impressionado ao ver o filme. Dei nome aos dois, pois parecem contos.

A mina marrom (Semana passada, algo entre 03 do 09 e 08 do 09)

Estou numa caverna. Na verdade é uma mina, bem profunda, com paredes marrons. Converso com alguns companheiros. Há uma espécie de gerador que dá iluminação pra mina. Um companheiro reflete que outro companheiro irá chegar, como se desse a entender que se o gerador continuar a dar problemas seria algo que mostraria nossa incompetência em fazer o gerador funcionar e seria então, melhor desligá-lo ou deixá-lo funcionar como está. Há algumas partes com água. Em determinada parte da mina, eu não tenho(ou na verdade não sinto) coragem de passar. É uma parte mais estreita, pelo menos o teto é mais baixo. Há um objeto metálico fincado em uma das paredes no final deste corredor. Objeto que eu não consigo identificar bem o que é, mas reluz um pouco de longe.

Alguém me manda seguir. Mas sozinho eu não vou, penso eu. Até que de maneira impressionante, surge um outro "eu", físicamente idêntico a mim. Com ele eu vou. Sinto coragem. Descemos ao final da mina. Ambos. Eu vou com um pouco de medo. E olho para o objeto reluzente. É uma espécie de metal retorcido, não muito maior do que minha mão. Algum símbolo, alguma coisa estranha, aparentemente sem utilidades. Eu olho para o lado da mina, não há mais passagem. Eu penso na possibilidade dela desabar. Eu passo a mão em suas paredes. Há protuberâncias disformes, pedaços de cascalho. Como se faz uma mina eu pergunto. Uma empresa vem, gasta bilhões e a mina está pronta. Eu apareço no quintal da casa da minha vó, perto da minha casa. Eu acordo.

A mulher, o velho, o paranormal e a criança(do dia 10 para o dia 11 de setembro)

Estou eu e meu primo, andando perto de uma universidade. Parece a UERJ, mas não é, entre a rua e a UERJ há cercas de arame, na verdade alambrados, como esses de eventos públicos. Entramos pela parte da UERJ, por uma espécie de passarela. Há toda uma preparação dentro destes alambrados para uma espécie de show. Parece que vai ser funk. Há uma fila imensa de pessoas na parte de fora, aglomeradas para entrar. É muita gente. E eu converso com ele sobre isto. As pessoas começam a entrar. Há geradores, fios, caixas de som no evento. Eu e ele resolvemos sair antes que o evento fique muito cheio. E eu penso sobre a facilidade de se entrar por esta parte de trás, sem precisar pagar nada. Como eu não gosto do estilo musical eu volto em direção a faculdade.

Eu chego num prédio. Um prédio grande, com janelas e vidros transparentes bem visíveis. Estou em alguma cidade que não conheço, ou nunca fui. Eu subo o prédio e chego numa sala. É uma sala curta, há uma espécie de quadro branco, pessoas aglomeradas das quais sinto que conheço, ou pelo menos permaneço sem maiores embaraços. Há uma mulher que é a oradora, ou expositora de algum tema, ela parece bem disciplinadora, e eu não gosto dela por algum motivo. Ela senta numa cadeira. Com um movimento de olhos, eu giro a cadeira por telecinese, forçando lentamente a cadeira a desiquilibrar-se rumo a um recorte na parede e ela bate a cabeça nesta quina. Ela comenta algo sobre o acontecido, sobre a possibilidade de ter sido algum et. Sim, os ets estão vindo aqui frequentemente, ela diz.

Eu ainda quero irritá-la eu acho, sem que ela perceba. Eu faço(tudo mediante a telecinese) com que um dos tapumes de compensado que forram o teto cai no meio da sala. Ela percebe que fui eu. Um dos alunos começa a discutir comigo, insinuando que tinha sido eu. E começa a descrever algo sobre mim. Eu falo algo para ele relativo a ter um cinto de caveira, olho nos seus olhos de forma ameaçadora, meus olhos brilham com riscos cor de fogo em toda a pupila de maneira a intimidá-lo, como forma de demonstrar meus poderes. Há uma mulher mascarada dentro da sala. A tal professora, ou o que quer que seja, pergunta por que ela não pode tirar a máscara. você é wikka? É religião ou algo assim? A mascarada, que está com uma espécie de véu cobrindo o rosto e que exibe apenas seus olhos apenas confirma algo com a cabeça. Eu a conheço. E sinto algum medo sobre a possibilidade dela ser desmascarada. Ela é idêntica a mim. Tem o meu rosto. Mas é feminina. É o meu rosto, mas numa mulher.

Eu olho para uma das janelas, há uma gigantesca nave negra com grandes propulsores passando pela lateral do prédio.

Eu aviso a todos, que os alienígenas chegaram, que há etês lá fora. As pessoas se alvoroçam. Eu resolvo sair dali. E levo comigo duas pessoas, que eu não me recordo se estavam na sala. Um velho, um ancião. E uma criança.

A mascarada eu deixo lá. Não a salvei ou pensei em salvar por algum motivo. Eu procuro saídas. E resolvo sair por uma das saídas laterais, acho que a direita. Não sei como descer do prédio. Afinal este por algum motivo, não tinha escadas ou elevador. As janelas estão abertas, são grandes e não tem vidraças. Eu salto com o velho e com a criança, uso meus poderes e crio uma rajada de vento para amortecer a queda.
Conseguimos descer. Eu tento correr. A nave negra com seus imensos propulsores se move e está sobre mim, há um vento muito intenso que me nubla a visão e que atrapalha todo o meu movimento. Eu consigo correr. Há um gramado e um rio que o corta. As pessoas estão correndo de um lado ao outro, a nave ficou para trás. O velho e a criança estão comigo, bem próximos. Um carro desgovernado vem em direção a mim, eu protejo o velho e a criança e com meu poder telecinético vou detendo o avanço do carro com dificuldade, parece que ele vai me atropelar, mas minhas rajadas de vento o fazem capotar para trás. Eu decido deixá-lo capotado para não causar mais confusões, por que me pareceu meio intencional ele ter me atropelado.

Eu prossigo e procuro um carro para andar mais rápido. Descarto um ou outro, e acho um carro laranja, de formas arredondadas Eu entro nele e dirijo, peço para o velho e a criança entrarem. O velho é magro, tem barbas brancas e cabelo desgrenhado eu acho. Eles pulam no carro. Eu dirijo Olho para a direita, há vários prédios, não sei para onde ir. Resolvo ir para a esquerda, mas há um lago por lá, eu perco a direção e o carro está indo para o lago, alguém, ou o velho ou a criança, gritam, que para aí não, vamos cair. Eu crio uma ponte invisível que sustenta o carro antes que ele afunde no lago. Nós conseguimos descer. Eu tenho a sensação que esta parte da cidade é seu extremo. Não há como ir para lugar nenhum. O espaço acabou ali. Eu sigo o gramado, mas uma série de homens tribais, de cor amarelada, começam a surgir por toda parte. Não sei se são os etês. Eles vem em minha direção e parecem ser agressivos. Eu grito ao velho e a criança: Fiquem atrás de mim!

Eles tem lanças e facas. Eu crio a partir da terra e da lama um golem que soca o primeiro tribal. Eu o arremesso longe. O segundo golpe joga o tribal para bem longe. Eu penso que naquele trecho onde estou(onde o carro laranja quase afundou) há algum tipo de passagem subterrânea para onde conseguiríamos fugir. Eu soco mais alguns tribais. Um deles entra em luta corporal comigo e quando tenta me esfaquear já não estou mais ali.

Estou num corredor de um prédio de apartamentos de alguém que parece ser um amigo. Ele usa óculos. E eu na verdade estava demonstrando como o tribal tentou me esfaquear, contando tudo a ele.

Eu acordo.


sábado, 2 de junho de 2007

Do último sonho, do último porre

Sem poesias. Vamos aos fatos agora.

Tudo começou como um sonho. Vamos ao sonho:

Um acidente de ônibus. Micro-ônibus. O micro-ônibus tomba, as pessoas saem, ninguém se fere, eu estou fora, assisto a tudo. Meu pai vai chamar ajuda. Eu vejo um ambulância chegar atrasada, todos estão bem, ninguém se fere. Eu caminho. Vejo meu bolo de morango(*), mas (até) no sonho eu me confundo. É uma pessoa parecida(guarde este trecho iremos para a realidade com ele mais a frente), mas não é ela. Eu caminho. Fim da parte A.

Estou no prédio da minha faculdade(eu sinto que é, mas na verdade não é o prédio...).

Eu entro numa sala que está interditada. É o instituto de física. Eu abro a porta, invado o local. Todo o chão é de madeira, placas de madeira. Há um cômodo, com janelas, portas, todas lacradas com madeira, eu vou para outro cômodo, quando piso no chão deste cômodo algumas madeiras do chão rangem, quebram, eu quase caio lá embaixo e vejo que há um outro cômodo secreto debaixo deste piso desta sala. Tenho medo de cair, volto a outra sala do cômodo, abro algumas janelas, portas(na verdade elas se descortinam), vejo pessoas lá fora. A sensação é de estar num castelo. Tento fechar tais portas, tais janelas, mas elas não fecham. As madeiras que a escoram caem, nada se encaixa novamente no lugar. Eu volto para o ambiente dois, o ambiente onde o piso cai, e eu desco para o ambiente, me jogo pelo buraco criado no piso. E vou para outro lugar.

Um lugar secreto, nos subterrâneos da minha faculdade(ou seria da minha mente?).

Eu desco. Vou andando. É um galpão. Enorme. Ninguém. Eu me esgueiro pelas colunas que sustentam o teto, desco até o chão acho uma pequena escada, subo, e vejo um teto suspenso, um piso suspenso neste galpão, neste piso, milhões de brinquedos de criança(minha infância armazenada? escondida?), tem muitos bichos de pelúcia, em sacos plásticos, gigantes, eu me impressiono com tudo aquilo. Alguém está roubando a infância de alguém? Estão em bom estado. Mostram organização. A infância guardada, organizada, escondida. Dois duendes passam por mim. Não são duendes. Eu acho que são crianças, mas me lembro no sonho o trecho do poema do Nietzsche: "... este duende que corre entre vós...".

Não são duendes. Eu agarro um deles. São bonecos, bonecas de criança que andam, mexem os olhos, quando eu agarro um deles, ele(ou ela) simplesmente permanece parad@ como algo inanimado, mas o outro corre no meio do piso elevado do galpão. Duas pessoas neste momento passam na parte de baixo do galpão. Eu me escondo atrás da parede onde se escondem os brinquedos. Uma ruiva passa pelo galpão. Cabelos vermelhos longos e uma outra mulher que não me recordo a aparência. Um dos duendes joga um dos bichos de pelúcia nas duas mulheres, nas ruivas. Joga vários. Eu jogo também alguns eu acho. A ruiva e a outra mulher olham, ficam assustadas, procuram os autores do golpe. Correm... Eu pulo o tal muro. Corro atrás delas. Os duendes ficam. Eu corro atravesso o galpão para um lugar muito maior. Elas estão bem mais a frente, eu me lembro que tento alcançá-las para explicar que foram os duendes e não eu os que atiraram os bichos de pelúcia.

Enquanto eu corro em direção a elas, dois homens vem em direção a mim. Eles gritam, me avisam, "o que está fazendo", acho que vão me agredir, um mal entendido. Eu alcanço a ruiva, seguro ela, mas os dois homens, rapazes, vem em direção a mim. Eu explico, tento explicar tudo. Dou um mortal com o corpo para trás. Uns passos de capoeira, uma estrela no ar. E as coisas se explicam. Eles não me agridem.

Eu acordo. E só me lembro disso até agora.

Na realidade. Encontro uma ruiva. E um simulacro de ruiva(o trecho que eu pedi para guardar). As coisas vão se encaixando. A noite cai. Cai e eu fico sozinho, no ponto de ônibus. A falsa ruiva vai embora muito cedo. Ela não é tão ruiva quanto eu pensei. Estou vendo a ruiva em todos os lugares eu imaginei. E é verdade.

A noite não cai, desaba. A lua está bonita, apesar de tudo escuro. Ainda rolam algumas cervejas, uma música triste e uma plena capacidade de escrever isso tudo.

Aqui.